O cristão e os encarcerados

Reverendo Milton Santana

Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso (Evangelho de Lucas capítulo 23 versículo 43).

No relato do evangelista e Médico Dr. Lucas a respeito da crucificação de Jesus, em que, dois malfeitores, um de cada lado, cumpriam as suas penas. No decorrer da agonia de Jesus, um deles começou a reconhecer que ele realmente era o filho de Deus e que possuía um reino. Contestou o seu companheiro por ali estarem dizendo: Nós na verdade com justiça, porque recebemos o castigo que os nossos atos merecem; mas este nenhum mal fez. E acrescentou: Jesus lembra-te de mim quando entrares no teu reino. Como resposta, ouviu que: Hoje estarás comigo no paraíso. Mesmo no momento mais crucial do sofrimento, o amor de Deus é revelado e pronto para perdoar. O cristianismo é pautado pelo amor, e o evangelista João escreve: Porque Deus amou ao mundo (Humanidade), de tal maneira, que deu o seu filho unigênito (único), para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna (Evang. João cap. 3 v. 16). Vivemos em um país, em que aproximadamente, noventa e nove por cento professam ser cristãos, assim sendo, precisamos demonstrar o amor que procede do cristianismo, no qual, Jesus o demonstrou em seu curto ministério de quase três anos. Este amor foi tão intenso que impulsiona o Cristo do cristianismo cada vez mais, mesmo com as mudanças fantásticas do mundo, este amor continua sendo inabalável.

Fundamentado neste amor, apresentamos um projeto com um novo Sistema Carcerário para o Século XXI, onde a sociedade civil organizada, dele vem participar com propostas e ações sociais para a Ressocialização dos detentos de sua comunidade. Com este gesto, estaremos dando uma oportunidade para aqueles que cometeram delitos contra nós, para se redimir e voltar ao convívio social através do amor, que nós, a sociedade lhes oferecemos, a exemplo do próprio Cristo. No atual Sistema, o indiferentismo para com os presos é a causa maior da falência do mesmo, e pior, estamos criando feras, que quando soltas, se levantam contra nós e nossos filhos por não terem nenhuma outra opção de vida, que não seja o crime, a violências, as drogas, etc. É comum ouvirmos que os presos não merecem nada, a não ser o seu confinamento e morte. Sem dúvida, é a forma da expressão do ódio, da mágoa e do rancor contra aqueles que praticam toda a sorte de delitos e até crimes hediondos. Contudo, pelo quadro que vivemos do atual Sistema Carcerário este não é o caminho, embora, um detento nos custe um valor altíssimo dentro da realidade do assalariado brasileiro (R$2.400,00), não existe nenhuma luz no final do túnel, para eles e muito menos para nós que os mantemos. Hoje, se gasta mais em Segurança, do que na Saúde que a cada dia se encontra também mais precária, sem falar na Educação, que em muitos municípios nem sequer existe uma carteira escolar. Temos muito que aprender e a fazer, e a arma maior para este empreendimento é o amor, que nos é dado graciosamente, por este Deus de amor. Ao invés da revolta e do ódio, propomos a prática do amor, e certamente, aqueles que o aceitarem, terão sem dúvida uma nova oportunidade de vida, como teve aquele malfeitor lá cruz em meio à agonia da morte que estava prestes a ceifá-lo deste mundo. A mudança de comportamento e atitude de uma sociedade consciente dos seus deveres comunitários e cristãos faz toda a diferença.          

Entre em contato conosco.

Dê a sua opinião e a sua proposta para sistema carcerário brasileiro.

e-mail: cadeia21@bol.com.br .

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