Novo Sistema Carcerário para o Século XXI

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O Meio Ambiente e o Sistema Carcerário

Reverendo Milton Santana

Após a inércia da humanidade com respeito à natureza e seus componentes, nos deparamos, com um quadro desolador e preocupante na manifestação da própria natureza, como que, cobrando o descaso do homem através de alterações significativas do equilíbrio ecológico e ameaçando a própria vida na terra. De repente, como que num passe de mágica, parece que o mundo se desperta e começa a correr para tentar reparar o dano e de forma intensa, busca a conscientizar da importância que cada um de nós exerce, para que o mal não seja maior. Ou seja, poderemos não resolver o problema, mas contribuir para que ele seja contido com a nossa participação. Tudo isto, pelo descaso e negligência com aquilo que nos foi dado pelo Criador como benefício e forma de vida saudável. Agora é correr e reconhecer que não temos valorizado aquilo que recebemos para o nosso próprio bem. Todas as informações a respeito das catástrofes e degradações cometidas são alarmantes. Assim, os investimentos e trabalhos no sentido da preservação do meio ambiente se tornaram a palavra de ordem. A vida na terra está em jogo e depende inteiramente desta conscientização, a começar pelas próprias crianças e se estendendo para todas as classes sociais, inclusive, as menos favorecidas que em dado momento se viram vítimas de suas próprias ações. Aquele lindo e límpido córrego de autrora se transformou em um depósito de latas, pneus, sofás, enfim, dos objetos descartados. Sem se aperceber, numa noite chuvosa, toda a casa foi inundada, perdendo tudo o que fora adquirido com esforço e trabalho. A causa? – A negligência!
Num fato correlato, podemos dizer que o Sistema Carcerário brasileiro passa por um adormecimento semelhante. O cidadão somente se preocupa, quando a violência o alcança e então, descobre uma triste realidade! – Não tem ninguém que o possa defender. Hoje, uma vida não é respeitada, simplesmente é tirada de forma brutal e incompreensível. A família chora e lamenta a perda de um ente querido, clama pela justiça, e ela não chega. Os homens se tornaram violentos, as drogas ceifa vidas preciosas, os danos são irreparáveis. A impunidade incentiva à prática da violência e a Justiça não é aplicável na forma da Lei por não ter recursos e meios suficientes para tal ação. Ficamos diariamente pasmados com os noticiários das mais diversas atrocidades. Muitos são presos, no entanto, a própria Legislação não permite que ali permaneçam devidos os muitos benefícios oferecidos para a tentativa de redimi-los. Contudo, na prática já está comprovado que tal não ocorre, muito pelo contrário, voltam a ser uma ameaça para toda a sociedade com raros casos. Isto, por falta de meios adequados à Ressocialização do preso.
Assim como aconteceu com o meio ambiente, é preciso um acordar para o atual Sistema Carcerário que se encontra falido e sem condições humanas para os detentos, que por sua vez, ao saírem dali não tem nenhuma alternativa a não ser continuar no crime, no roubo e na violência. A CPI do Sistema Carcerário da Câmara Federal de 2008 nos trouxe os Raios X do sistema em todo o Brasil num triste relato de descaso do poder público na questão Carcerária e seus detentos.
OBS: No ano de 2009 um preso custava ao Estado em torno de R$1.600,00 motivo de questionamento para a implantação do projeto do Novo Sistema Carcerário com a Ressocialização dos presos através de uma nova metodologia, tendo em Poços de Caldas a implantação do modelo piloto do mesmo. Precisamos correr contra o tempo, pois, hoje o preso já custa em torno de R$2.400,00 em um País que a maioria dos seus trabalhadores percebe um salário mínimo tratando de uma família composta de 3 a 4 membros. Inaceitável! – Quem paga a conta somos nós, a Sociedade Civil Organizada. Portanto, vale à pena lutarmos pelos nossos direitos e pela nossa verdadeira SEGURANÇA.

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O cristão e os encarcerados

Reverendo Milton Santana

Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso (Evangelho de Lucas capítulo 23 versículo 43).

No relato do evangelista e Médico Dr. Lucas a respeito da crucificação de Jesus, em que, dois malfeitores, um de cada lado, cumpriam as suas penas. No decorrer da agonia de Jesus, um deles começou a reconhecer que ele realmente era o filho de Deus e que possuía um reino. Contestou o seu companheiro por ali estarem dizendo: Nós na verdade com justiça, porque recebemos o castigo que os nossos atos merecem; mas este nenhum mal fez. E acrescentou: Jesus lembra-te de mim quando entrares no teu reino. Como resposta, ouviu que: Hoje estarás comigo no paraíso. Mesmo no momento mais crucial do sofrimento, o amor de Deus é revelado e pronto para perdoar. O cristianismo é pautado pelo amor, e o evangelista João escreve: Porque Deus amou ao mundo (Humanidade), de tal maneira, que deu o seu filho unigênito (único), para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna (Evang. João cap. 3 v. 16). Vivemos em um país, em que aproximadamente, noventa e nove por cento professam ser cristãos, assim sendo, precisamos demonstrar o amor que procede do cristianismo, no qual, Jesus o demonstrou em seu curto ministério de quase três anos. Este amor foi tão intenso que impulsiona o Cristo do cristianismo cada vez mais, mesmo com as mudanças fantásticas do mundo, este amor continua sendo inabalável.

Fundamentado neste amor, apresentamos um projeto com um novo Sistema Carcerário para o Século XXI, onde a sociedade civil organizada, dele vem participar com propostas e ações sociais para a Ressocialização dos detentos de sua comunidade. Com este gesto, estaremos dando uma oportunidade para aqueles que cometeram delitos contra nós, para se redimir e voltar ao convívio social através do amor, que nós, a sociedade lhes oferecemos, a exemplo do próprio Cristo. No atual Sistema, o indiferentismo para com os presos é a causa maior da falência do mesmo, e pior, estamos criando feras, que quando soltas, se levantam contra nós e nossos filhos por não terem nenhuma outra opção de vida, que não seja o crime, a violências, as drogas, etc. É comum ouvirmos que os presos não merecem nada, a não ser o seu confinamento e morte. Sem dúvida, é a forma da expressão do ódio, da mágoa e do rancor contra aqueles que praticam toda a sorte de delitos e até crimes hediondos. Contudo, pelo quadro que vivemos do atual Sistema Carcerário este não é o caminho, embora, um detento nos custe um valor altíssimo dentro da realidade do assalariado brasileiro (R$2.400,00), não existe nenhuma luz no final do túnel, para eles e muito menos para nós que os mantemos. Hoje, se gasta mais em Segurança, do que na Saúde que a cada dia se encontra também mais precária, sem falar na Educação, que em muitos municípios nem sequer existe uma carteira escolar. Temos muito que aprender e a fazer, e a arma maior para este empreendimento é o amor, que nos é dado graciosamente, por este Deus de amor. Ao invés da revolta e do ódio, propomos a prática do amor, e certamente, aqueles que o aceitarem, terão sem dúvida uma nova oportunidade de vida, como teve aquele malfeitor lá cruz em meio à agonia da morte que estava prestes a ceifá-lo deste mundo. A mudança de comportamento e atitude de uma sociedade consciente dos seus deveres comunitários e cristãos faz toda a diferença.          

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